Governo de SC investe R$ 7,8 milhões em pesquisa para fortalecer a agropecuária
Presidente da Epagri informa que recurso financiará 54 projetos voltados à inovação, agricultura familiar e aumento da produtividade no estado
O Governo de Santa Catarina, por meio da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), vai investir R$ 7,87 milhões nos próximos dois anos em projetos de pesquisa voltados à inovação nas principais cadeias produtivas da agropecuária e da aquicultura catarinense. O objetivo é desenvolver soluções para as demandas dos produtores rurais, garantindo competitividade e fortalecendo o setor no estado.
Ao todo, o programa contempla 54 projetos de pesquisa, abrangendo todas as unidades da Epagri em Santa Catarina. Na manhã desta segunda-feira (26), o Jornal da Guarujá conversou com o presidente da Epagri, Dirceu Leite, que destacou a importância do investimento anunciado pelo governo estadual.
Segundo ele, a Epagri atua em três frentes principais: extensão rural, ensino e pesquisa. “A Epagri é uma empresa que faz extensão rural, nós temos um escritório em cada município do estado, nós também fazemos ensino agrotécnico. Hoje a Epagri tem aproximadamente quase dois mil alunos dentro do seu ensino agrotécnico e fazemos pesquisa”, explicou.
Leite ressaltou que o novo aporte financeiro permitirá ampliar a capacidade de atuação da instituição. “Esse investimento do governador do estado, do governo de Jorginho Mello, permite que a Epagri possa alçar voos ainda mais altos, que é colocar mais gente, colocar mais recurso para a gente fazer pesquisa”, afirmou.
O presidente destacou que a Epagri trabalha com pesquisa aplicada, focada nos problemas enfrentados no dia a dia pelos agricultores. “Cada problema que a gente identifica no campo, através das equipes de extensão e da pesquisa, a gente busca estudar, conhecer e desenvolver novas tecnologias que vão permitir superar isso”, disse.
Ele também enfatizou a importância da pesquisa para um estado com forte presença da agricultura familiar. “Santa Catarina é um estado pequeno, onde prevalece a agricultura familiar. Levar esse conhecimento para o agricultor, para que ele possa produzir mais na mesma área, com um custo reduzido, é extremamente importante”, pontuou.
Dos 54 projetos previstos, 92 bolsistas serão contratados para atuar em diversas cadeias produtivas, como maçã, cebola e outras culturas estratégicas para o estado. “Ao final do projeto serão geradas novas tecnologias que serão implementadas a campo, na casa dos produtores”, explicou.
De acordo com o presidente, a iniciativa busca atender diretamente quem vive do campo. “Nós somos um estado onde temos quase 500 mil pessoas trabalhando diretamente no campo, 180 mil estabelecimentos agropecuários e 80% é agricultura familiar. Esse recurso tem que voltar para a sociedade na forma de benefício”, afirmou.
Sobre o cronograma, Leite informou que os projetos já estão em fase de edital. “Depois vai ser feita a validação dos candidatos e no início de março começa o processo de construção a campo. Ele tem uma vida útil de dois anos, são 24 meses”, explicou.
O presidente também reforçou o peso da agricultura na economia catarinense. “Nós somos o 20º estado em tamanho territorial, mas somos o gigante da produção de alimentos. Essa agricultura é responsável por 30% do PIB catarinense e por quase 65% das exportações”, destacou.
Entre as cadeias produtivas contempladas está a maçã, especialmente no Planalto Sul Catarinense. “A região de São Joaquim, Bom Jardim, Urupema e Urubici se destaca principalmente pela produção de maçã, realizada em pequenas propriedades”, disse.
Segundo Dirceu Leite, o governo do estado reforçou o quadro técnico na região. “Foi feito um reforço bastante importante na estação experimental de São Joaquim, com a contratação de novos pesquisadores, mais conhecimento chegando”, afirmou.
Ele confirmou que a cultura da maçã faz parte do escopo dos novos projetos. “A maçã, que é um orgulho para nós catarinenses, já vai fazer parte desse escopo com um projeto de pesquisa nesta área, permitindo alavancar ainda mais essa cultura e fortalecer a economia desses pequenos municípios”, concluiu.
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