Para uma melhor experiência neste site, utilize um navegador mais moderno. Clique nas opções abaixo para ir à página de download
Indicamos essas 4 opções:

Google Chrome Opera Mozilla Firefox Microsoft Edge
Ok, estou ciente e quero continuar usando um navegador inferior.

Entrevista: porta-voz do Exército de Israel detalha ataque que matou líder supremo do Irã em operação conjunta com os EUA

Major Rafael Rozenszajn afirma que mais de 40 autoridades iranianas foram eliminadas e que ofensiva teve como alvo mísseis balísticos, programa nuclear e estruturas militares

Por Rádio Guarujá04/03/2026 11h34
Imagem/Redação

Um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel na manhã de sábado matou o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, além de dezenas de autoridades iranianas, segundo informações divulgadas pelo Exército de Israel. A ofensiva elevou drasticamente a tensão no Oriente Médio e provocou reação imediata do governo iraniano, que anunciou contra-ataques.

Neste domingo, dia 1º, o edifício em Qom onde seria realizada a eleição do novo líder supremo também foi atingido. O governo iraniano afirma que houve vítimas civis em ações recentes. Israel, por sua vez, sustenta que os alvos foram exclusivamente militares.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá, o major Rafael Rozenszajn, porta-voz do Exército de Israel para países de língua portuguesa, afirmou que a ofensiva foi uma resposta a ameaças consideradas existenciais.

“Essa guerra foi imposta. O regime iraniano há décadas vem dizendo claramente que deseja a eliminação do Estado de Israel, a eliminação da América, e estava se aproximando de ter capacidade para colocar em prática esse desejo”, declarou.

Segundo ele, o avanço do programa militar iraniano motivou a ação conjunta. “Nós não poderíamos permitir que o regime mais perigoso do mundo tenha também os armamentos mais perigosos do mundo”, afirmou.

Rozenszajn disse que o Irã vinha ampliando significativamente seu arsenal. “O Irã tomou a decisão de chegar a ter 8 mil mísseis balísticos direcionados em direção ao território de Israel”, afirmou. Ele também alegou que, apenas no último ano, “foram 900 milhões de dólares repassados aos grupos terroristas que atuam aqui na região”.

Lideranças mortas e estruturas destruídas

Sobre os resultados da operação, o porta-voz detalhou: “Só no primeiro minuto da guerra, nós eliminamos mais de 40 líderes do Irã, inclusive o aiatolá, o líder iraniano, o Khamenei. Eliminamos o chefe de Estado-Maior, o comandante da Aeronáutica, o comandante da Guarda Revolucionária”.

Ele acrescentou que já foram destruídos “cerca de 150 mísseis balísticos que estavam direcionados ao nosso território”, além de “mais de 200 lançadores de mísseis balísticos”. Também afirmou que “1.500 mísseis que estavam prestes a serem produzidos foram destruídos” e que diversas fábricas militares foram atingidas.

“O nosso objetivo é garantir que o Irã não tenha essas três fontes de ameaça: os mísseis balísticos, o programa nuclear e o patrocínio aos grupos terroristas”, declarou.

Acusações sobre vítimas civis

A TV estatal iraniana divulgou informações de que uma escola teria sido atingida, com estudantes mortos. O porta-voz israelense refutou a versão.

“Nós não podemos acreditar em um regime terrorista”, disse. E completou: “O Exército de Israel não atuou nessa área da escola. “Qualquer civil que paga o preço da guerra é uma tragédia, mas é preciso checar os fatos”.

Ele afirmou ainda que Israel analisa eventuais acusações de irregularidades. “Quando Israel é acusado de cometer alguma conduta ilegal durante a guerra, nós analisamos as nossas condutas para verificar se agimos realmente de acordo com a lei. O Irã não verifica suas condutas quando atinge nossos civis.”

Contra-ataques e mortes em Israel

O Irã anunciou retaliações. De acordo com Rozenszajn, “foram pelo menos 12 civis aqui em Israel que já morreram pelos mísseis iranianos, dezenas ficaram feridos”. Segundo ele, os projéteis “explodem em zonas residenciais”.

“O fato de em Israel ter menos pessoas que morrem durante a guerra não é porque o Irã não atinge nossos civis, é porque nós utilizamos todos os nossos recursos para favorecer a nossa população, para construir hospitais, para construir sistemas de defesa aérea”, afirmou.

Durante a entrevista, o porta-voz classificou o conflito como ideológico. “Essa guerra não é somente uma guerra entre Israel e Estados Unidos e o Irã. É uma guerra de valores”, disse.

Ele acrescentou: “Essa guerra é travada entre o eixo do bem e o eixo do mal” e afirmou que o Irã “é um mal para o mundo todo”.

Relação com o Brasil

Questionado sobre declarações de autoridades brasileiras que pedem cautela diante do conflito, o porta-voz evitou comentar posicionamentos políticos do Brasil, mas destacou a importância histórica das relações entre os dois países.

“Eu gosto muito do povo brasileiro, sou nascido no Brasil. O povo brasileiro recebeu nosso povo de braços abertos depois do Holocausto e sou muito grato a isso. O que posso dizer é, que fico muito triste de ver como estão as relações entre os dois países. O Brasil teve papel fundamental na criação do Estado de Israel, em 1947, na ONU. Espero que as relações voltem a ser como sempre foram”, disse.

Confira entrevista completa

https://www.youtube.com/watch?v=QWt-TGT40IM

0
0

Compartilhe essa notícia

VER MAIS NOTÍCIAS