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A poupança que você sempre quis fazer, mas nunca conseguiu

No quadro Educação Financeira, do Jornal da Guarujá, André Eleutério explica como o consórcio pode ajudar quem tem dificuldade para guardar dinheiro e planejar objetivos para o futuro

Por Rádio Guarujá10/09/2026 10h46
Foto/Redação

Guardar dinheiro todos os meses parece simples, mas, para muita gente, não é. A pessoa começa a fazer uma reserva, mantém o hábito por algum tempo e, quando percebe um valor maior na conta, acaba usando o dinheiro para outra finalidade. O resultado é que aquele plano de longo prazo nunca sai do papel.

Foi justamente sobre essa dificuldade que André Eleutério falou no quadro Educação Financeira, do Jornal da Guarujá. Segundo ele, o consórcio pode ser utilizado como uma forma de criar uma espécie de poupança programada, já que a pessoa assume uma parcela mensal e mantém o compromisso até a contemplação.

“É uma poupança também de forma forçada”, explicou André.

A ideia, segundo o especialista, é transformar o hábito de guardar dinheiro em um compromisso financeiro. Ele contou que abordou o assunto recentemente em uma palestra e ouviu de um participante uma observação que chamou sua atenção: muitas pessoas querem fazer uma poupança, mas não conseguem manter o dinheiro guardado.

André comparou a situação com algo comum no dia a dia. Quando existe dinheiro disponível, surge a sensação de que é possível gastar um pouco mais. Aos poucos, aquela quantia que deveria permanecer guardada vai sendo utilizada.

“Essa flexibilidade do consórcio traz uma segurança e faz com que você consiga fazer a poupança que você sempre sonhou em fazer e nunca conseguiu fazer”, afirmou.

Para André, o principal cuidado é não assumir uma parcela que comprometa o orçamento. O planejamento deve começar pelo valor que a pessoa consegue pagar todos os meses.

Durante a entrevista, ele citou diferentes exemplos de cartas de crédito e parcelas, mostrando que o planejamento pode ser adaptado à realidade de cada cliente.

O objetivo pode ser a compra de um imóvel, um terreno, a construção ou ampliação de uma casa ou até mesmo a formação de patrimônio para gerar renda no futuro.

A diferença está em começar a se preparar antes de surgir a necessidade.

Uma pessoa pode, por exemplo, contratar uma carta pensando em uma futura reforma. Uma casa que hoje atende perfeitamente à família pode precisar de ampliação alguns anos depois. Da mesma forma, um imóvel pode precisar de manutenção ou de uma reforma de maior valor.

“Qual é o teu momento? Se tu pode fazer essa poupança, faça. Lá na frente vai abrir um leque de possibilidades do que você pode fazer”, destacou.

O dinheiro pode virar patrimônio

A estratégia não precisa terminar na contemplação. André explicou que, depois de receber o crédito, o cliente pode avaliar qual é a melhor utilização para aquele recurso.

Entre as possibilidades  está a compra de um terreno para construção de imóveis destinados à locação. Nesse caso, o aluguel pode se transformar em uma fonte de renda e ajudar no pagamento das parcelas, de acordo com o planejamento feito pelo proprietário.

Outra possibilidade é utilizar o crédito para adquirir um imóvel e, posteriormente, buscar outras estratégias financeiras com esse patrimônio.

Para André, o mais importante é entender que o consórcio não deve ser visto apenas como uma forma de comprar um bem, mas também como uma ferramenta de planejamento.

Outro ponto destacado durante a entrevista foi a importância de manter os pagamentos em dia. André afirmou que o acompanhamento do grupo e a análise das possibilidades de lance também fazem parte da estratégia.

A contemplação pode ocorrer por sorteio ou por lance, conforme as regras previstas no contrato do grupo. Por isso, não existe garantia de contemplação em determinado mês ou período.

André também fez um alerta para quem recebe promessas de contemplação garantida.

“Ele me prometeu para daqui a dois, três meses contemplar. Não faça e ainda denuncie essa pessoa que te prometer contemplação também”, orientou.

E se o dinheiro continuar aplicado?

André também explicou que existem situações em que o cliente é contemplado, mas ainda não tem interesse em utilizar imediatamente o crédito. Nesses casos, o recurso pode permanecer aplicado conforme as regras do consórcio, enquanto a pessoa avalia o melhor momento para utilizar o dinheiro. O Banco Central informa que o crédito contemplado pode permanecer aplicado até sua utilização, seguindo as condições previstas para o consórcio.

A ideia, portanto, é não tomar uma decisão por impulso. O cliente pode avaliar se é melhor adquirir um imóvel, utilizar o recurso em outro objetivo previsto no contrato ou aguardar uma oportunidade.

Para André, muita gente espera o momento perfeito para começar a organizar a vida financeira. O problema é que esse momento pode nunca chegar.

Aquela poupança que muitas pessoas dizem que gostariam de fazer, mas nunca conseguem manter, pode começar com uma decisão concreta, uma parcela que caiba no orçamento e um objetivo definido para o futuro.

https://www.youtube.com/watch?v=Ag02BEAHLdI

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