Prefeito de Laguna diz que interdição da Ponte Anita Garibaldi já afeta saúde, educação e mobilidade da região
Encontro entre Prefeitura, PRF, Guarda Municipal e CCR definiu novas ações para reduzir os congestionamentos causados pelo fechamento da ponte
A interdição da Ponte Anita Garibaldi, em Laguna, continua provocando reflexos em toda a região Sul de Santa Catarina. Em entrevista ao Jornal da Guarujá, na manhã desta terça-feira (14), o prefeito de Laguna, Preto Crippa, afirmou que a situação preocupa pela dimensão dos impactos na mobilidade, no atendimento à saúde, na rotina das famílias e na economia do município.
Segundo o prefeito, a Prefeitura mantém contato com a CCR ViaCosteira, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Guarda Municipal para buscar alternativas que amenizem os transtornos enquanto a ponte permanece interditada para manutenção.
Na segunda-feira (13), representantes da Prefeitura, da PRF, da Guarda Municipal e da CCR ViaCosteira se reuniram para definir medidas que melhorem o fluxo de veículos nos desvios.
De acordo com Preto Crippa, uma das principais mudanças foi impedir que o trânsito deixasse a BR-101 antes do trevo principal de Laguna. “Conseguimos evitar que os veículos descessem para a marginal antes do trevo do Mercado Líder, o que estava dificultando até o acesso ao município. São pequenas mudanças que ajudam a melhorar o fluxo, mesmo sabendo que o problema não será totalmente resolvido enquanto a ponte permanecer fechada.”
Entre as medidas adotadas também estão alterações no acesso à pista marginal, retirada de lombadas em pontos estratégicos, criação de passagem exclusiva para veículos leves e reforço da fiscalização para impedir manobras irregulares.
O prefeito informou que os reparos na ponte tiveram início na sexta-feira (10), um dia após a interdição. “Especialistas vieram de São Paulo e Curitiba para avaliar a estrutura e iniciar os trabalhos. Pelo que percebemos, trata-se de uma manutenção complexa.”
Preto Crippa afirmou que pretende visitar novamente a ponte para acompanhar os serviços e buscar mais informações sobre a extensão do problema. “Pretendo ir novamente à ponte para acompanhar os trabalhos de perto. Dentro do que for permitido pelas equipes técnicas, quero entender melhor a dimensão do problema e a extensão dos reparos que estão sendo realizados”, afirmou

Reflexos na saúde e na educação
Durante a entrevista, o prefeito destacou que os maiores impactos estão sendo sentidos nos serviços públicos.
Segundo ele, o transporte de pacientes para consultas e tratamentos em Tubarão foi prejudicado. “Tem motorista da prefeitura que fazia três ou quatro viagens por dia e agora consegue fazer apenas uma ou duas. Isso acaba comprometendo todo o atendimento.”
A rotina escolar também foi alterada. “Muitas crianças estão saindo mais cedo de casa, e os pais não sabem ao certo que horas vão conseguir voltar por causa do trânsito.”
Outro ponto destacado por Preto foi a situação dos moradores dos bairros próximos aos desvios, como Barranceira e Bananal. Segundo ele, muitos enfrentam dificuldades para entrar e sair de casa devido ao intenso fluxo de veículos.
O prefeito explicou que algumas medidas adotadas pela Polícia Rodoviária Federal obrigam moradores a percorrer trajetos maiores, mas são necessárias para evitar acidentes graves. “A prioridade é garantir a segurança. Nem sempre é possível atender a todos da forma ideal, mas estamos buscando soluções diariamente.”
Embora a ViaCosteira trabalhe com a previsão de iniciar uma liberação parcial da ponte a partir do dia 20 de julho, Preto Crippa ressaltou que ainda não há confirmação sobre a reabertura total da estrutura. “A informação que recebemos é de uma possível abertura parcial. Ainda não existe uma garantia de quando o trânsito será totalmente normalizado.”
Confira entrevista completa