Turismo segue em alta, mas infraestrutura aérea da região ainda é desafio, avalia empresário do setor
Proprietário da Try Travel Viagens afirma que demanda por viagens cresceu nos últimos anos e defende ampliação da oferta de voos no Sul catarinense
Viajar deixou de ser um hábito restrito a uma pequena parcela da população e passou a integrar os planos de cada vez mais brasileiros. A avaliação é de Everton de Bem Marcelino, proprietário da Try Travel Viagens, de Criciúma, que acompanha o setor turístico há mais de duas décadas.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, o empresário falou sobre a evolução do mercado, os desafios da infraestrutura aeroportuária no Sul catarinense e o cenário atual das viagens nacionais e internacionais.
A trajetória de Everton no turismo começou em 2001, quando passou a atuar no Aeroporto Diomício Freitas, em Forquilhinha. Anos depois, ingressou no segmento de agenciamento de viagens e participou da operação da antiga TAM Viagens em Criciúma.
Segundo ele, a criação da Try Travel ocorreu após mudanças promovidas pela companhia aérea.
“Quando a TAM encerrou a unidade em Criciúma, surgiu a oportunidade de continuarmos atuando com a marca. Depois da pandemia, a Latam fechou as unidades físicas e eu decidi seguir no mesmo ramo, criando a minha própria empresa.”
Atualmente, a Try Travel conta com uma equipe de mais de oito colaboradores e oferece serviços voltados ao turismo nacional e internacional.
“Hoje atendemos todo o mercado de viagens. Trabalhamos com passagens aéreas, hotéis, cruzeiros, turismo corporativo, seguros, chip internacional e toda a assistência necessária para quem deseja viajar.”
Com a experiência acumulada ao longo dos anos no setor, Everton avalia que a demanda por viagens cresceu significativamente, mas a infraestrutura aeroportuária da região não acompanhou esse avanço.
Ele lembra que o então Aeroporto Diomício Freitas chegou a contar com três voos diários para São Paulo.
“Na época nós tínhamos três voos por dia para São Paulo. Um às seis da manhã, um às onze horas e outro às seis da tarde. Hoje a gente praticamente tem apenas um voo regular saindo de Jaguaruna.”
Para o empresário, a redução da oferta não está relacionada à falta de passageiros.
“Eu vejo que a demanda só aumentou. Muitas pessoas que antes acreditavam que viajar era algo muito caro passaram a viajar. O que faltou foi investimento em infraestrutura.”
Segundo ele, a ampliação da oferta de voos poderia beneficiar toda a região.
“Hoje muitos clientes acabam embarcando por Florianópolis ou Porto Alegre porque encontram mais opções de horários. Quem tem uma viagem internacional, por exemplo, prefere sair por esses aeroportos para ter mais segurança caso ocorra algum cancelamento ou alteração de voo.”
Alta do dólar e viagens internacionais
Questionado sobre os impactos da alta do dólar e dos conflitos internacionais no turismo, Everton afirma que houve um momento inicial de preocupação entre alguns viajantes, principalmente aqueles que precisavam realizar conexões em países do Oriente Médio.
“Eu percebi um certo receio no começo, especialmente de quem passaria por aeroportos da região. Mas foi algo momentâneo. Hoje as viagens seguem normalmente e os clientes continuam embarcando para destinos internacionais sem maiores alterações.”
A realização da Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos também movimentou o mercado turístico. No entanto, ao contrário do que muitos imaginavam, os preços das passagens acabaram recuando nos últimos meses.
“No início do ano as passagens estavam muito altas. A gente chegou a encontrar voos para os Estados Unidos custando quase R$ 9 mil. Hoje já encontramos opções para Miami, Orlando e Nova York por pouco mais de R$ 4 mil.”
Na avaliação do empresário, a redução pode estar relacionada ao aumento da oferta de voos e a uma demanda menor do que a esperada inicialmente pelas companhias aéreas.
“Hoje o preço das viagens para os Estados Unidos, por exemplo, continua dentro da normalidade. O importante é se organizar com antecedência e buscar orientação para evitar imprevistos.”
Outro ponto destacado pelo empresário é o aumento da procura por informações relacionadas a passaportes, vistos e exigências de entrada em diferentes países.
Ele lembra que alguns destinos passaram a exigir novas autorizações de viagem e que muitos turistas acabam descobrindo essas exigências apenas próximo ao embarque.
“São detalhes que muitas vezes passam despercebidos. Quando o cliente procura uma agência, a gente consegue orientar desde a documentação necessária até a melhor forma de montar o roteiro conforme o tempo disponível e os objetivos da viagem.”
Segundo Everton, esse acompanhamento ajuda o viajante a evitar contratempos e aproveitar melhor a experiência.
Apesar dos desafios enfrentados pelo mercado, especialmente relacionados aos custos operacionais das companhias aéreas e ao cenário econômico internacional, a avaliação é de que o turismo segue aquecido.
“Hoje muito mais pessoas viajam do que há vinte anos. O turismo se tornou mais acessível e faz parte dos planos de muitas famílias.”
Para ele, o desejo de conhecer novos destinos e viver experiências diferentes continua impulsionando o setor, tanto em viagens nacionais quanto internacionais.
A Try Travel Viagens oferece assessoria completa para planejamento de viagens nacionais e internacionais, incluindo emissão de passaportes, orientação para obtenção de vistos, venda de passagens aéreas, reservas de hospedagem, cruzeiros marítimos, seguros de viagem e pacotes turísticos.
A empresa está localizada na Rua Henrique Lage, nº 1251, anexo ao Giassi Supermercados, em Criciúma.
Mais informações podem ser obtidas pelo WhatsApp (48) 99128-1089 ou pelo Instagram @trytravelviagens.