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Caso de esporotricose gera debate durante sessão da Câmara de Orleans

Famor esclareceu atribuições do órgão após questionamentos da vereadora Mirele Debiasi; sessão também abordou trânsito, infraestrutura rural e os 65 anos do Lions Clube

Por Rádio Guarujá16/06/2026 12h59
Fotos/Redação

A 21ª Sessão Ordinária da Câmara de Vereadores de Orleans, realizada na noite desta segunda-feira (15), foi marcada por debates sobre trânsito, infraestrutura rural, saúde pública e causa animal. A sessão também contou com a participação do presidente do Lions Clube de Orleans, Dalton Bagio, na Tribuna Livre, além do retorno do vereador Joel Cavanholi (PL) à tribuna após a perda da filha Vivian Cavanholi, de 11 anos.

Um dos temas abordados durante a sessão foi a situação do trânsito na Rua Aristiliano Ramos, em frente à Escola de Educação Básica Costa Carneiro. O vereador Dovagner Baschiroto (MDB) chamou atenção para os congestionamentos registrados nos horários de entrada e saída dos estudantes. Segundo o parlamentar, a dificuldade ocorre porque o espaço destinado à parada dos ônibus escolares frequentemente é ocupado por veículos estacionados. Com isso, os ônibus acabam realizando o embarque e desembarque na pista de rolamento, provocando filas e lentidão no trânsito em horários de maior movimento.

Outro tema debatido foi apresentado pelo vereador Pedrinho Orben (MDB), que questionou a instalação de mata-burros de ferro em propriedades da comunidade de Barracão.

De acordo com o vereador, alguns agricultores foram atendidos pelo município enquanto outros, que também necessitam da estrutura para acesso às propriedades, ainda aguardam providências. O parlamentar solicitou atenção da Secretaria de Infraestrutura para avaliar a situação.

Retorno à tribuna

A sessão também marcou o retorno do vereador Joel Cavanholi (PL) ao Legislativo. Durante o uso da tribuna, o parlamentar falou sobre o momento de luto enfrentado pela família após a morte da filha Vivian de apenas 11 anos, ocorrida na semana passada.

O pronunciamento emocionou vereadores e a todos que acompanhavam a sessão. Em uma das passagens do discurso, Joel afirmou que já não tinha mais lágrimas para chorar ao falar sobre a dor da perda da segunda filha.

Caso de esporotricose gera debate

Outro assunto que dominou os debates foi o caso de um gato diagnosticado com esporotricose em Orleans. A doença é uma zoonose que pode ser transmitida aos seres humanos e preocupa autoridades de saúde da região.

A vereadora Mirele Debiasi (PSDB) afirmou que buscou esclarecimentos junto aos órgãos municipais após tomar conhecimento e confirmação de um gato com a doença, mas encontrou dificuldades para identificar qual setor seria responsável pelo atendimento da ocorrência.

“No dia 1º de junho eu estava em contato com a Famor, que passou para outro departamento, que passou para a Vigilância Sanitária. Ficou aquele empurra para um lado, empurra para o outro, e hoje já é dia 15 e nada foi feito”, afirmou.

Segundo a vereadora, o animal foi resgatado por uma protetora independente e encaminhado ao Hospital Veterinário do Unibave, onde recebeu diagnóstico positivo para a doença.

“Nós temos um município vizinho, Cocal do Sul, com surto dessa doença. O animal precisou ser cremado porque não pode ser enterrado, já que poderia contaminar o solo. E até hoje ninguém foi ao local verificar se existem outros animais com sintomas ou até mesmo pessoas contaminadas. A minha preocupação é com a saúde pública”, declarou.

A pedido da Câmara, a superintendente da Fundação Ambiental Municipal de Orleans (Famor), Tathiane Cordini Fernandes, utilizou a tribuna para esclarecer as atribuições da entidade e do setor de Bem-Estar Animal.

“A fundação trabalha com licenciamento ambiental, educação ambiental, gestão florestal, fiscalização ambiental e também com a questão dos maus-tratos aos animais. Mas a questão de zoonose é uma questão de saúde pública. Esse caso não está dentro das atribuições da Famor”, explicou.

Segundo Tathiane, a pessoa que procurou a fundação recebeu todas as orientações necessárias.

“Foi explicado quais eram os trâmites que deveriam ser seguidos e qual setor deveria ser procurado. Na dúvida, a população pode entrar em contato com a fundação que a gente vai orientar da melhor forma possível”, afirmou.

Ela também destacou que o setor de Bem-Estar Animal foi criado há cerca de dois meses e ainda passa por estruturação.

“A gente sabe que a causa animal não é uma coisa fácil de resolver e não vai ser do dia para a noite. Mas já evoluímos muito nesse período e vamos evoluir mais. Agora contamos também com o apoio dos vereadores para ampliar as políticas públicas voltadas à causa animal”, disse.

O que é a esporotricose?

A esporotricose é uma zoonose causada por fungos do gênero Sporothrix, que pode afetar gatos, cães e seres humanos. A transmissão ocorre principalmente por arranhões, mordidas ou pelo contato com secreções de animais infectados.

Nos gatos, a doença costuma causar feridas na pele que não cicatrizam, além de lesões que podem se espalhar pelo corpo. Em humanos, os sintomas geralmente incluem feridas e nódulos na pele, exigindo acompanhamento médico.

A doença tem tratamento, mas o diagnóstico precoce é fundamental para evitar a disseminação do fungo. Quando um animal morre em decorrência da esporotricose ou precisa ser submetido à eutanásia por recomendação veterinária, a orientação dos órgãos de saúde é que o corpo seja cremado. Isso porque o fungo pode permanecer ativo após a morte do animal e continuar presente no ambiente, representando risco de contaminação para outros animais e pessoas.

Lions Clube celebra 65 anos de atuação em Orleans

Durante a Tribuna Livre, o presidente do Lions Clube de Orleans, Dalton Bagio, falou sobre os 65 anos da entidade, comemorados no último dia 3 de junho.

Ao apresentar um histórico das ações desenvolvidas pelo clube, Bagio destacou a participação da instituição na criação e apoio a importantes entidades do município.

“O Lions Clube de Orleans completou 65 anos e, durante esse período, ajudou a criar a Apae, o Corpo de Bombeiros, a Casa de Pedra do Unibave, a Cidasc, a Rede Feminina de Combate ao Câncer, o Centro de Eventos Galeano Zomer e também participou de diversas campanhas em benefício da comunidade”, afirmou.

O presidente também lembrou da atuação da entidade em momentos de dificuldade enfrentados pela população.

“Ajudamos Orleans durante a enchente de 1974, auxiliamos recentemente as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul e estamos sempre presentes quando alguma família precisa de apoio com alimentos, roupas ou qualquer outra necessidade”, destacou.

Segundo Bagio, as ações são mantidas por meio da contribuição dos associados e da realização de campanhas e eventos beneficentes.

“A contribuição dos companheiros leões, as rifas, os galetos, as campanhas e eventos são o que permite que o Lions continue ajudando quem precisa. Quando uma cidade tem necessidade, os outros clubes também ajudam. É uma rede de solidariedade”, explicou.

O presidente também destacou o Banco Ortopédico mantido pela entidade, que disponibiliza gratuitamente equipamentos para a população.

“Temos cadeira de rodas, colchão inflável, cadeira de banho e outros equipamentos que ficam à disposição da comunidade”, concluiu.

 

 

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