Pré-candidata a vice-governadora afirma que coligação pretende priorizar diálogo, combate à pobreza e políticas para as mulheres
O chamado Campo Democrático de Santa Catarina oficializou na última quinta-feira (16), em Florianópolis, os nomes que irão compor a chapa majoritária para as eleições de 2026 no Estado. O ex-deputado Gelson Merísio (PSB) foi anunciado como pré-candidato ao governo, tendo como vice a ex-deputada Ângela Albino (PDT).
Para o Senado, os indicados são Décio Lima (PT) e Afrânio Boppré (PSOL).
A aliança reúne a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), além de PSB, PSOL, Rede e PDT.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá na manhã desta quarta-feira (22), Ângela Albino falou sobre o convite para integrar a chapa e afirmou que o grupo quer apresentar uma alternativa ao atual cenário político catarinense.
“É um grande orgulho. Tenho absoluta compreensão de que é possível espalhar a semente da esperança se a gente puder falar mais amplamente com a sociedade catarinense. Vivemos um estado com forte polarização, que marcou muito sua imagem no país inteiro”, declarou.
Segundo ela, a proposta da coligação é abrir espaço para o diálogo e debater problemas concretos enfrentados pela população.
“Precisamos discutir o nosso estado. Precisamos discutir educação, saúde, violência e a erradicação da pobreza extrema. Temos cerca de 300 mil pessoas vivendo nessa condição em Santa Catarina”, afirmou.
Mulheres no centro do debate
Ângela destacou ainda que temas ligados às mulheres terão protagonismo no plano de governo, especialmente diante dos índices de feminicídio no Estado.
“A violência contra as mulheres cresce. A desigualdade salarial diminui em alguns setores, mas não para as mulheres. A pobreza extrema atinge principalmente as mulheres. Por isso, essa pauta terá centralidade no nosso programa”, disse.
Ao ser questionada sobre o papel que pretende desempenhar em um eventual governo, Ângela afirmou que não pretende ocupar posição simbólica.
“Se quisessem uma vice de enfeite, teriam chamado outra pessoa. Sou uma pessoa de diálogo, mas também de posições claras. Quero ajudar a construir uma chapa ativa e participativa”, ressaltou.
Mudança de partido
Conhecida por sua trajetória de quase três décadas no PCdoB, Ângela Albino explicou a decisão de se filiar ao PDT.
“Fiquei 27 anos no PCdoB, foi o único partido da minha vida. Essa mudança foi simbólica. Mas me identifiquei com a tradição trabalhista do PDT e fui muito bem acolhida”, afirmou.
A pré-candidata também disse esperar representar o novo partido “da forma mais elevada possível” durante a campanha eleitoral.