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Com mais de 50 pacientes, pronto-socorro do São José enfrenta superlotação crítica

Diretora técnica relata que unidade chegou ao “nível vermelho” e pede que população evite casos não urgentes

Por Rádio Guarujá08/04/2026 12h39
Foto/Divulgação – HSJ

O Hospital São José, em Criciúma, enfrenta um cenário de superlotação no pronto-socorro. Estruturado para atender simultaneamente até 15 pacientes, o setor está atualmente com cerca de 52 pessoas em atendimento.

De acordo com a instituição, a situação é resultado do aumento expressivo na demanda por atendimentos de urgência e emergência nas últimas semanas.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá na manhã desta quarta-feira (8), a diretora técnica do hospital, Cassiana Mazon Fraga, afirmou que o cenário atingiu um nível crítico recentemente.

“Na semana passada a gente atingiu o auge da superlotação. Chegamos a uma situação em que realmente não conseguiríamos mais atender”, relatou.

Segundo ela, o hospital chegou a acionar o chamado “nível vermelho”, protocolo utilizado quando a capacidade de atendimento é ultrapassada. “Esse é o momento da superlotação, em que a gente aciona toda a rede, como Samu e outros serviços, para evitar que mais pacientes sejam encaminhados ao hospital”, explicou.


Diretora técnica do hospital São José, Cassiana Mazon Fraga – Foto/Reprodução

Ainda conforme a diretora, houve momentos em que a unidade cogitou restringir atendimentos. “Nosso último objetivo é fechar a porta do pronto-socorro, mas semana passada chegamos perto disso. Conseguimos reorganizar ao longo do dia”, disse.

A direção do hospital reforça que o problema não está apenas na alta procura, mas também no tipo de atendimento buscado pela população.

“Casos não urgentes não devem ser direcionados ao Hospital São José. A população precisa procurar as UPAs e outros prontos atendimentos da região”, destacou Cassiana.

Ela também chamou atenção para a resistência de pacientes e familiares em aceitar transferências para hospitais de menor porte. “Isso ainda acontece bastante e dificulta o nosso trabalho. Muitos desses hospitais têm condições de tratar esses casos”, afirmou.

Outro fator apontado é a concentração de atendimentos no hospital, que é referência na região. “É o preço que a gente paga por ser tão bom. A população confia muito no São José, mas existem outros serviços que também podem atender bem casos menos complexos”, completou.

O hospital reforça a necessidade de integração entre os serviços de saúde e da conscientização da população para evitar a sobrecarga da unidade, garantindo atendimento adequado para os casos mais graves.

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