Quadro “Mente em Sintonia” destaca nova exigência da NR-1 sobre saúde mental nas empresas
O quadro “Mente em Sintonia”, do Jornal da Guarujá, trouxe nesta semana um tema que começa a impactar diretamente o ambiente corporativo: a inclusão da saúde mental nas exigências da Norma Regulamentadora nº 1.
Durante a conversa, a psicóloga Vanesa Bagio explicou que a norma, considerada a base da segurança e saúde no trabalho no Brasil, passa a exigir, a partir de maio, que as empresas também avaliem os chamados riscos psicossociais.
“ Em 2024 veio essa abordagem, essa criação dessa norma, que agora, a partir de maio, vem como exigência ao qual as empresas precisam dar atenção à saúde mental dos seus colaboradores”, afirmou.
Segundo ela, a mudança está relacionada ao aumento de afastamentos por questões emocionais dentro das empresas. “Começou o aumento de afastamentos por estresse, ansiedade, burnout dentro das empresas, e isso gerou uma base de fiscalização: por que os funcionários estão se afastando tanto?”, destacou.
A exigência passa a integrar o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), que antes era mais voltado à saúde física. “Antes era uma norma mais para a saúde física, ergonomia, essas questões. Agora vem a exigência da saúde mental”, explicou.
Na prática, as empresas deverão identificar, registrar e agir sobre fatores como pressão por metas, problemas de comunicação, liderança e sobrecarga de trabalho. Para isso, segundo a psicóloga, o primeiro passo é o diagnóstico do ambiente organizacional.
“A gente aplica questionário, faz uma avaliação para entender como está o ambiente de trabalho desse colaborador. Como está o nível de pressão, como está a comunicação, como está a liderança”, disse.
Vanesa ressaltou que o olhar não deve se limitar apenas ao ambiente interno. “Não é somente dentro da empresa, tem que entender que essas pessoas podem vir com alguma situação externa, alguma parte emocional externa que interfere no trabalho”, pontuou.
Após esse levantamento, é elaborado um plano de ação específico para cada realidade. “Eu vou lá para fazer um plano de ação e após esse entendimento, se existe algum risco psicossocial dentro da empresa”, explicou.
Esse plano pode incluir treinamentos, dinâmicas, rodas de conversa e acompanhamento contínuo. “São ações internas, projetos internos que a empresa pode aplicar mesmo na minha ausência, mas eu faço um acompanhamento”, afirmou.
A psicóloga também destacou que não há obrigatoriedade de contratação de um psicólogo fixo, mas sim de ações efetivas. “Não é uma exigência que o psicólogo precise estar lá, mas precisa de um profissional que atenda essa demanda e implemente esse plano de ação”, disse.
Outro ponto abordado foi a necessidade de antecipação por parte das empresas. “Ainda tem muitas empresas que estão naquela: será que vai virar? A partir de maio é lei, a partir dali o Ministério do Trabalho irá começar a fiscalizar. Então antecipe isso”, alertou.
Ela relatou que já atende empresas que iniciaram esse processo de adequação. “Se vier a fiscalização, essas empresas já estão com documento anexado, já foi feita a pesquisa, já foi identificado se existe risco ou não”, explicou.
Por fim, Vanesa reforçou que a saúde mental deve ser vista como parte estratégica do negócio. “Antes de tudo, a gente tem que pensar nas pessoas. Hoje não é só gestão técnica, é gestão emocional. A inteligência emocional é o que faz a estratégia final”, concluiu.
A psicóloga também utiliza as redes sociais para compartilhar conteúdos sobre o tema e orientar empresários e colaboradores. Para conhecer mais sobre o trabalho da psicóloga Vanesa Bagio, obter dicas sobre saúde emocional ou agendar uma consulta, o contato pode ser feito pelo Instagram @vanesabagio.psi ou no consultório localizado no Edifício Cidade das Colinas – Rua João Ramiro Machado, 321, Sala 6, Centro, Orleans.
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