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Prefeito de Lauro Müller anuncia racionamento de combustível e alerta para crise no abastecimento

Em entrevista, Valdir Fontanella fala sobre impacto da guerra, risco de desabastecimento, alta nos preços e cenário político

Por Rádio Guarujá18/03/2026 13h09
Foto/Divulgação

O prefeito de Lauro MüllerValdir Fontanella, anunciou a adoção de medidas emergenciais de racionamento de combustível no município. A decisão, segundo ele, é preventiva e foi motivada por sinais de dificuldade no abastecimento, ligados ao cenário internacional e à logística de distribuição no país.

De acordo com o prefeito, fornecedores já vêm alertando sobre atrasos no carregamento de combustíveis nas refinarias. “Os pedidos que eram feitos para entrega imediata estão sendo adiados para o dia seguinte ou até depois, o que já demonstra uma dificuldade no abastecimento”, afirmou.

Diante disso, a prefeitura passou a reorganizar o uso da frota pública, priorizando apenas serviços considerados essenciais. Entre eles estão o transporte escolar, a coleta de lixo, o atendimento por ambulâncias e ações da Secretaria de Agricultura. “Nós consumimos cerca de 3 mil litros de combustível por dia. Se houver uma interrupção, em poucos dias ficamos sem estoque”, explicou.

Fontanella destacou que obras e serviços não urgentes, especialmente da Secretaria de Obras, podem sofrer redução temporária. “Estamos desacelerando onde é possível para garantir que não falte combustível nos serviços que não podem parar”, disse.

Preocupação com cenário internacional e possível desabastecimento

O prefeito relaciona a situação ao conflito no Oriente Médio, especialmente na região do Estreito de Ormuz, rota importante para o transporte de petróleo. Segundo ele, a instabilidade pode impactar diretamente o Brasil.

“Se essa situação continuar por mais alguns dias ou semanas, podemos sim ter problema de abastecimento. Já há sinais disso em rodovias como a BR-101 e BR-116, com restrições em alguns postos”, afirmou.

Apesar de entidades do setor afirmarem que não há falta oficial de combustíveis, o prefeito acredita que há uma combinação de fatores, como aumento da procura e limitações na distribuição. “Parte é consumo elevado por medo de falta, mas também há dificuldade real no carregamento”, avaliou.

Alta nos preços e impacto econômico

Outro ponto destacado foi o aumento significativo no preço dos combustíveis. Segundo Fontanella, o diesel já registra valores entre R$ 6,80 e R$ 7,90, o que impacta diretamente o setor de transporte e a economia.

“O combustível subiu muito. Isso afeta toda a cadeia, desde o transporte até o custo final dos produtos. Estamos vivendo uma crise econômica forte, e isso agrava ainda mais a situação”, disse.

Ele também criticou a política de preços e a carga tributária, afirmando que o setor produtivo enfrenta dificuldades para manter as atividades. “O empresariado não aguenta mais tantos custos e impostos”, declarou.

Possível paralisação de caminhoneiros

Durante a entrevista, o prefeito mencionou a possibilidade de uma paralisação de caminhoneiros, motivada pelo alto custo do combustível e pela defasagem no valor do frete. Caso ocorra, a medida pode agravar ainda mais o cenário.

Mesmo assim, ele se posicionou contra greves. “Sou contrário à paralisação. Acho que o caminho é o diálogo. A greve prejudica muita gente”, afirmou.

Fontanella também destacou os altos custos enfrentados pelo setor de transporte, citando gastos elevados com pedágios. “Há empresas que chegam a gastar centenas de milhares de reais por mês só com pedágio, o que mostra o tamanho da dificuldade”, pontuou.

Articulações políticas e cenário eleitoral

Além do tema econômico, o prefeito também comentou o cenário político em Santa Catarina. Ele afirmou que deve apoiar a reeleição do governador Jorginho Mello e defendeu o nome do senador Esperidião Amin para o Senado.

Segundo Fontanella, Amin tem forte apoio regional e pode se eleger mesmo fora de uma chapa principal. “Ele é um dos senadores mais atuantes do país e deve receber votos de diferentes partidos”, afirmou.

O prefeito também mencionou articulações dentro do partido e reuniões com lideranças regionais para definir estratégias eleitorais.

Medida preventiva

Por fim, Fontanella reforçou que o racionamento adotado em Lauro Müller é uma ação preventiva. “Estamos nos antecipando. Se não houver problema, melhor ainda. Mas se houver, estaremos preparados para garantir os serviços essenciais”, concluiu.

Confira entrevista completa

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