Orleans entra em situação de infestação para dengue e município prepara mutirão de limpeza
Coordenador de zoonoses alerta para aumento de focos do mosquito e reforça que combate à dengue depende da participação da população
O município de Orleans entrou oficialmente em situação de infestação para dengue, segundo informou a vigilância em saúde.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá na manhã desta sexta-feira (13), o coordenador de zoonoses do município, Luiz Fellipe da Silva Garcia, explicou que a classificação ocorre quando há aumento e continuidade de focos do mosquito Aedes aegypti em diferentes pontos da cidade.
De acordo com ele, a infestação é caracterizada quando há disseminação e manutenção do vetor, ou seja, quando novos focos são identificados em diferentes imóveis ou quando os focos continuam sendo encontrados por um período prolongado, inclusive em armadilhas de monitoramento e durante ações de rotina das equipes de vigilância.
Segundo o coordenador, os focos foram identificados principalmente em bairros como Centro, Conde D’Eu, Samuel Sandrini, Murialdo e São Jerônimo, o que acendeu o alerta das autoridades de saúde.
Apesar da situação de infestação, Luiz Fellipe ressaltou que não há registro de transmissão da doença no município até o momento.
“Nós temos a disseminação e a manutenção do mosquito, mas não temos registros de transmissão da doença. Nenhuma pessoa com sintomas ou confirmação da doença foi notificada até agora. Mesmo assim, precisamos ficar em alerta para evitar que isso aconteça”, explicou.
Mutirão de limpeza
Diante da situação, a prefeitura, em conjunto com diferentes secretarias municipais, decidiu intensificar as ações de combate ao mosquito. Uma das medidas será a realização de um mutirão de limpeza em bairros com maior número de focos.
A ação está programada para o dia 21 de março, das 7h às 11h30, e deve envolver equipes da saúde, infraestrutura e outros setores do município.
A iniciativa faz parte do programa municipal “Avança Orleans – Cidade Limpa”, que busca reduzir a quantidade de resíduos descartados de forma irregular e eliminar possíveis criadouros do mosquito.
Segundo o coordenador, o mosquito transmissor da dengue se reproduz principalmente em recipientes que acumulam água parada, como pequenos objetos descartados no ambiente.
“Muitas vezes são lixos pequenos, recipientes que ficam esquecidos em algum canto e acumulam água. É nesses locais que o mosquito encontra ambiente ideal para se reproduzir”, explicou.
Responsabilidade compartilhada
Luiz Fellipe também destacou que o combate à dengue depende da colaboração de toda a comunidade.
“A dengue é um problema compartilhado. Não é apenas responsabilidade da gestão pública ou dos profissionais de saúde. Toda a população precisa ajudar eliminando possíveis criadouros e denunciando situações de risco”, afirmou.
Ele também orienta que moradores utilizem os canais da ouvidoria do município ou procurem agentes comunitários de saúde para informar possíveis focos do mosquito.
“As denúncias podem ser feitas inclusive de forma anônima. Quanto antes identificarmos um foco, mais rápido conseguimos agir. O ciclo de reprodução do mosquito é de cerca de sete dias”, alertou.
A orientação das autoridades de saúde é que a população evite deixar água parada em recipientes, mantenha caixas d’água fechadas, limpe calhas e descarte corretamente objetos que possam acumular água. Essas medidas são consideradas essenciais para evitar a proliferação do mosquito e reduzir o risco de transmissão da doença.
Confira entrevista completa