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Curso de Medicina da Unesc conquista nota 4 no Enamed e alcança melhor desempenho do Sul catarinense

Em entrevista, reitora em exercício da Unesc, Gisele Coelho Lopes, detalha os diferenciais do curso de Medicina e os fatores que levaram a instituição a alcançar a maior nota do Sul catarinense no Enamed

Por Rádio Guarujá23/01/2026 09h28
Foto/Divulgação

O curso de Medicina da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) conquistou nota 4 no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), conforme resultado divulgado na última segunda-feira (19) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC). A avaliação, que varia de 1 a 5, é aplicada a estudantes concluintes de Medicina em todo o país.

Com esse desempenho, a Unesc alcança a maior nota entre as instituições do Sul de Santa Catarina, consolidando-se entre os cursos de excelência no cenário nacional. Dos 351 cursos de Medicina autorizados no Brasil, apenas 114 obtiveram nota 4, número inferior à metade, o que, segundo a instituição, acende um alerta sobre a qualidade da formação médica no país.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá, na manhã desta sexta-feira (23), a reitora em exercício da Unesc, Gisele Coelho Lopes, destacou que o resultado reflete uma trajetória construída ao longo de décadas e um modelo pedagógico sólido.

“No Brasil, nós temos 351 cursos de Medicina aprovados para oferta, e apenas 114 conseguiram nota 4. Isso é menos de 50% e é muito preocupante, porque estamos falando de uma formação que lida diretamente com a vida das pessoas. A Unesc faz parte desse seleto grupo de instituições que entregam uma formação de excelência”, afirmou.

Segundo a reitora, um dos principais diferenciais do curso está na história de 25 anos e na forma como o estudante é inserido na prática desde o início da graduação.

“Nós temos 25 anos de história no curso de Medicina. São 25 anos formando médicos e médicas para o mundo do trabalho, com um modelo pedagógico muito bem alicerçado, que coloca o estudante no centro da experiência desde o primeiro dia”, explicou.

Gisele ressaltou que a metodologia adotada pela Unesc é baseada na resolução de problemas, com turmas divididas em grupos menores, módulos tutoriais e contato precoce com a realidade da saúde.

“Os estudantes têm contato com a prática desde o início, discutem problemas reais muito antes de entrarem no internato. Eles passam pelas Clínicas Integradas de Saúde da Unesc, vivenciam a realidade e entendem as diferentes situações que o médico enfrenta no dia a dia”, disse.

A partir do sétimo período, os acadêmicos ingressam no internato, com carga horária superior à de muitas instituições do país, o que, segundo a reitora, garante maior preparo profissional.

“O nosso foco é fazer com que esse profissional, ao concluir o curso, esteja apto para exercer a profissão no dia seguinte, seja para clinicar, seja para concorrer a processos seletivos de residências médicas. Nossos estudantes têm excelente desempenho nas residências em todo o país”, destacou.

Além da formação técnica, a Unesc enfatiza a formação humana dos futuros médicos.

“Não basta apenas o conhecimento técnico. Esse profissional precisa ter empatia, compreender a história e o contexto da pessoa que está à sua frente. A nossa formação é técnica, mas também é humana”, reforçou.

Para Gisele Coelho Lopes, o resultado do Enamed não pertence apenas à universidade, mas à sociedade como um todo.

“Essa conquista não é só da Unesc. É de uma sociedade que confia nessa universidade para entregar uma formação adequada ao que o mundo precisa. Quando ficamos doentes, colocamos a nossa vida nas mãos desses profissionais. Isso é uma responsabilidade enorme”, afirmou.

A reitora também destacou o comprometimento dos estudantes e professores no processo avaliativo.

“A avaliação é anual, aconteceu em um domingo à tarde, o que não é fácil. Mesmo assim, os estudantes participaram de forma unânime e fizeram uma excelente prova. Isso mostra o quanto corresponderam à importância desse processo”, disse.

Ela fez questão de reconhecer o trabalho das equipes envolvidas na história do curso, citando as ex-coordenadoras professora Marinês da Rosa, ginecologista e obstetra responsável pela criação do curso, e professora Leda, médica psiquiatra, além dos atuais coordenadores Marcelo Vinhas e Cassiano, que dão continuidade ao projeto pedagógico.

Outro ponto destacado foi a estrutura das Clínicas Integradas de Saúde da Unesc, que oferecem mais de 200 mil atendimentos gratuitos por ano, número que deve chegar próximo a 210 mil em 2025.

“Nós oferecemos mais de 20 especialidades médicas, além de atendimentos odontológicos completos, psicologia, enfermagem, pequenas cirurgias e exames laboratoriais. Muitas vezes, esse volume supera o atendimento de municípios inteiros da região”, explicou.

Segundo a reitora, o papel da universidade comunitária vai além da formação acadêmica, atuando diretamente no desenvolvimento regional.

“Tirar a Unesc dessa região é imaginar uma realidade completamente diferente. Muitas pessoas jamais teriam acesso ao ensino superior. A universidade comunitária é essencial para o desenvolvimento do Sul de Santa Catarina”, afirmou.

Durante a entrevista, Gisele também destacou a recente regulamentação das universidades comunitárias no Brasil e aproveitou para reforçar o prazo de inscrições do Programa Universidade Gratuita, que segue até o dia 27.

“Hoje, a Unesc tem quase cinco mil estudantes beneficiados pelo programa. São pessoas que jamais entrariam na universidade sem esse acesso. Uma vez contemplado, o estudante pode cursar toda a graduação sem pagar nada”, concluiu.

Confira entrevista completa

https://www.youtube.com/watch?v=K7dWsL1iY3g 

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